Eu respeito o que os outros pensam, mesmo que não pensem da mesma forma. Eu dou segundas oportunidades apesar de, por vezes, as pessoas não merecerem.
Eu digo aquilo que penso, mas também ouço o que os outros pensam.
Eu dou ouvidos ao coração, apesar de me dizerem que não o devo fazer.
Eu abro os braços à dignidade de um sentimento, e há quem feche a alma a sete chaves.
GI
o meu blog falara dos meus sentimentos,da minha vida,da minha poesia e das pessoas que amo
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
LEMBRANÇA
sou filha do tempo roubado,
da voz que perdi ao sentir,
deste mundo que anda sempre enganado,
porque nada desaparece ao fingir.
sou filha do silencio impingido,
das palavras que presas, não são,
do ar que respiro, constantemente poluido,
por isso está embaciado o coração.
sou filha das mãos que não me seguraram,
de momentos que me prendem ainda,
de estradas que não levam a lugar algum,
de caminhos, esbeltos mas sem saida.
sou filha de uma voz que me chame,
do vento que me toca inquieto no sentimento,
do amor que me traga paz,
de acções que dão sentido ao momento.
sou filha de um passado que magoa,
mas sigo sempre com esperança
que nada é certo, por mais que doa,
sou filha da lembrança ...
GI
da voz que perdi ao sentir,
deste mundo que anda sempre enganado,
porque nada desaparece ao fingir.
sou filha do silencio impingido,
das palavras que presas, não são,
do ar que respiro, constantemente poluido,
por isso está embaciado o coração.
sou filha das mãos que não me seguraram,
de momentos que me prendem ainda,
de estradas que não levam a lugar algum,
de caminhos, esbeltos mas sem saida.
sou filha de uma voz que me chame,
do vento que me toca inquieto no sentimento,
do amor que me traga paz,
de acções que dão sentido ao momento.
sou filha de um passado que magoa,
mas sigo sempre com esperança
que nada é certo, por mais que doa,
sou filha da lembrança ...
GI
PORQUE EU SOU EU...
amarram-nos àquilo que não somos,
espezinham a nossa consciência,
deixam pó, ela estava limpa.
condenam-nos pelo que seriamos incapazes de fazer,
como é possivel esquecer;
se nos matam pelos segundos em que distorcem o nosso eu?
fico de mãos atadas a sentir a mágoa,
porque está dificil de controlar,
eu que somente sei amar,
afasto-me em pensamento do que me faz bem.
amarram-nos a palavras que não dizemos,
a atitudes que nem concebemos,
a uma vida que não é a minha,
a sentimentos que não são meus.
amarram-nos à infelicidade de existir,
tão só, tão nada, é só sentir...
tremo de boca calada,
cada vez que a vida me deixa esquecida,
nada fiz, para não poder ser feliz ;)
GI
espezinham a nossa consciência,
deixam pó, ela estava limpa.
condenam-nos pelo que seriamos incapazes de fazer,
como é possivel esquecer;
se nos matam pelos segundos em que distorcem o nosso eu?
fico de mãos atadas a sentir a mágoa,
porque está dificil de controlar,
eu que somente sei amar,
afasto-me em pensamento do que me faz bem.
amarram-nos a palavras que não dizemos,
a atitudes que nem concebemos,
a uma vida que não é a minha,
a sentimentos que não são meus.
amarram-nos à infelicidade de existir,
tão só, tão nada, é só sentir...
tremo de boca calada,
cada vez que a vida me deixa esquecida,
nada fiz, para não poder ser feliz ;)
GI
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
SENTIR
- chamam-me egoista porque não sabem
que já me senti nada;
reclamam o meu sorriso mas
não sabem que poucos o tentam reavivar;
criticam o meu sentir mas não sabem
que por momentos gelo e deixo de ser.
falam de mim e não me conhecem,
e nem se importam com a lágrima
que caiu no meu rosto,
enfrentam a minha dor como se fosse um fantasma,
quando não sabem o que o meu coração derrama e palpita.
desviam abraços porque não percebem
o que eles transmitem.
dedicam palavras sem as perceberem, quando deviam
gostar tanto de as dizer como de as ouvir.
falam de amor sem o compreender
e avaliam os sentimentos de quem ama
como se o sol não voltasse a nascer.
GI
que já me senti nada;
reclamam o meu sorriso mas
não sabem que poucos o tentam reavivar;
criticam o meu sentir mas não sabem
que por momentos gelo e deixo de ser.
falam de mim e não me conhecem,
e nem se importam com a lágrima
que caiu no meu rosto,
enfrentam a minha dor como se fosse um fantasma,
quando não sabem o que o meu coração derrama e palpita.
desviam abraços porque não percebem
o que eles transmitem.
dedicam palavras sem as perceberem, quando deviam
gostar tanto de as dizer como de as ouvir.
falam de amor sem o compreender
e avaliam os sentimentos de quem ama
como se o sol não voltasse a nascer.
GI
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
poema
não se deixem iludir
pela aparência rude e altiva,
porque eu sou feita de papel
que se desfaz a uma palavra infiél,
e que se rasga perante uma voz negativa.
palavras deslizam com fúria,
sou fria e fácil de marcar,
não me dobrem a fim de me impingir
formas que a minha mente jamais vai seguir,
somente o meu coração me pode guiar.
não me escrevam em vão,
não rabisquem se não entendem
que a matéria também chora,
não me guardem para conservar,
pois eu nasci para aceitar,
que um dia algumas mãos me deitarão fora!
GI
pela aparência rude e altiva,
porque eu sou feita de papel
que se desfaz a uma palavra infiél,
e que se rasga perante uma voz negativa.
palavras deslizam com fúria,
sou fria e fácil de marcar,
não me dobrem a fim de me impingir
formas que a minha mente jamais vai seguir,
somente o meu coração me pode guiar.
não me escrevam em vão,
não rabisquem se não entendem
que a matéria também chora,
não me guardem para conservar,
pois eu nasci para aceitar,
que um dia algumas mãos me deitarão fora!
GI
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
poema para ti
por vezes gostava de poder mudar o que sentes,
de abraçar-te para sempre,
de mostrar-te, através de palavras
o quanto te amo.
por vezes, queria que um momento durasse uma vida,
para que pudesses ser feliz e sorrises,
para que o arco-ìris nascesse,
e o teu coração parásse de soluçar.
por vezes gostava que sentisses o que sinto quando te olho,
que sentisses o que sinto quando te abraço,
que sentisses o que eu sinto quando estás,
porque sei que serias feliz.
por vezes gostava de voltar atrás,
ser menina para adormecer no teu colo,
colher flores e colocá-las no teu cabelo,
gostava de poder tocar-te com mão de criança
e hoje apenas estar a recordá-lo.
por vezes preciso dizer-te estas coisas,
para que possas valorizar-te a ti mesma,
para que percebas o quanto és espeial,
para que coloques um sorriso no rosto,
que tanto me olha e acompanha.
GI
de abraçar-te para sempre,
de mostrar-te, através de palavras
o quanto te amo.
por vezes, queria que um momento durasse uma vida,
para que pudesses ser feliz e sorrises,
para que o arco-ìris nascesse,
e o teu coração parásse de soluçar.
por vezes gostava que sentisses o que sinto quando te olho,
que sentisses o que sinto quando te abraço,
que sentisses o que eu sinto quando estás,
porque sei que serias feliz.
por vezes gostava de voltar atrás,
ser menina para adormecer no teu colo,
colher flores e colocá-las no teu cabelo,
gostava de poder tocar-te com mão de criança
e hoje apenas estar a recordá-lo.
por vezes preciso dizer-te estas coisas,
para que possas valorizar-te a ti mesma,
para que percebas o quanto és espeial,
para que coloques um sorriso no rosto,
que tanto me olha e acompanha.
GI
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
POEMA
- longe de ser perfeita,
num olhar resguardado
a minha humildade não aceita
um sorriso comprado.
longe de ser estrela,
o brilho não chega,
amo a lua sem tê-la,
não arrisco por muito que perca.
longe de algum sorriso,
a lágrima cai,
neste pensamento decisivo
de que, quem entra, já não sai.
longe da palavra que conforta,
não a sei pronunciar,
há tanto que bati nessa porta
e o silêncio fez-me recuar.
longe de ser a voz que convém,
nada digo de útil, nem igual,
sou quem cresceu além
da triste sentença de não ser especial.
GI
num olhar resguardado
a minha humildade não aceita
um sorriso comprado.
longe de ser estrela,
o brilho não chega,
amo a lua sem tê-la,
não arrisco por muito que perca.
longe de algum sorriso,
a lágrima cai,
neste pensamento decisivo
de que, quem entra, já não sai.
longe da palavra que conforta,
não a sei pronunciar,
há tanto que bati nessa porta
e o silêncio fez-me recuar.
longe de ser a voz que convém,
nada digo de útil, nem igual,
sou quem cresceu além
da triste sentença de não ser especial.
GI
sábado, 6 de agosto de 2011
poema
encosta a tua cabeça na minha,
sente o coração tão presente,
eu caminhei tão sozinha,
que até de mim estou ausente.
sente aquilo que te amo,
somente o meu gesto pode confirmar,
comprova-me que nada é um engano,
promete-me que para sempre vais ficar,
fecho os olhos e viajo
em direcção ao que me ilumina,
se procuro, não te acho,
somente o meu amor raciocina.
breve estrela cadente que caiu,
sol que me aquece sem parar,
juro que o meu amor nunca mentiu,
prometo que para sempre vou estar.
GI
sente o coração tão presente,
eu caminhei tão sozinha,
que até de mim estou ausente.
sente aquilo que te amo,
somente o meu gesto pode confirmar,
comprova-me que nada é um engano,
promete-me que para sempre vais ficar,
fecho os olhos e viajo
em direcção ao que me ilumina,
se procuro, não te acho,
somente o meu amor raciocina.
breve estrela cadente que caiu,
sol que me aquece sem parar,
juro que o meu amor nunca mentiu,
prometo que para sempre vou estar.
GI
quinta-feira, 30 de junho de 2011
O MEU EU...
- não tentem mudar aquilo que sou,
aquilo que construì em mim,
sei hoje que o som perfeito o meu ser nunca encontrou,
sei hoje que definitivamente foi para isto que nasci...
para deixar escritas estas palavras,
para fingir que sou forte
quando o que mais quero é chorar,
mas peço: - " não me tentem mudar " .
sei hoje que o mundo é o local imperfeito,
para chorar um sonho desfeito,
sei hoje que a vida
não é mais que uma carta de despedida.
sei hoje que a dor faz parte desde que nascemos,
e nada podemos fazer para lutar
contra injustiças e pedaços de tristeza,
temos apenas que aprender a não partir, e ficar.
não me tentem mudar,
eu sou a vida que bate no meu peito,
sou o ser neste mundo que perdeu o direito,
de a paz conseguir encontrar.
GI
aquilo que construì em mim,
sei hoje que o som perfeito o meu ser nunca encontrou,
sei hoje que definitivamente foi para isto que nasci...
para deixar escritas estas palavras,
para fingir que sou forte
quando o que mais quero é chorar,
mas peço: - " não me tentem mudar " .
sei hoje que o mundo é o local imperfeito,
para chorar um sonho desfeito,
sei hoje que a vida
não é mais que uma carta de despedida.
sei hoje que a dor faz parte desde que nascemos,
e nada podemos fazer para lutar
contra injustiças e pedaços de tristeza,
temos apenas que aprender a não partir, e ficar.
não me tentem mudar,
eu sou a vida que bate no meu peito,
sou o ser neste mundo que perdeu o direito,
de a paz conseguir encontrar.
GI
quinta-feira, 16 de junho de 2011
ESCREVO PORQUE...
escrevo antes de elouquecer,
escrevo antes de morrer sem viver,
escrevo antes de me calar,
escrevo para secretamente te encontrar.
escrevo severamente em ilusão,
escrevo sem sequer recorrer à emoção,
escrevo o que o momento traz,
escrevo a saudade atroz e mordaz.
escrevo com a astúcia de quem ama,
escrevo com o coração aberto,
escrevo sem deixar apagar a chama;
escrevo sem a tua presença por perto.
escrevo com lágrima a cair,
escrevo com a caneta a deslizar,
que te esqueça, não mo podes pedir,
que te amo não podes ignorar.
GI
escrevo antes de morrer sem viver,
escrevo antes de me calar,
escrevo para secretamente te encontrar.
escrevo severamente em ilusão,
escrevo sem sequer recorrer à emoção,
escrevo o que o momento traz,
escrevo a saudade atroz e mordaz.
escrevo com a astúcia de quem ama,
escrevo com o coração aberto,
escrevo sem deixar apagar a chama;
escrevo sem a tua presença por perto.
escrevo com lágrima a cair,
escrevo com a caneta a deslizar,
que te esqueça, não mo podes pedir,
que te amo não podes ignorar.
GI
quinta-feira, 19 de maio de 2011
NO MEIO DA MULTIDÃO
- No meio desta imensa multidão,
no deserto que se encontrava no meu coração,
no emaranhado de sentimentos revoltados,
no fundo do ser onde os amores estavam rasgados.
No meio de tantas flores que cheirei,
no meio de tantos passos que dei,
no caminho que tantas vezes só e triste segui,
no pensamento que traçei, que vesti e despi.
No meio de tanta inveja e solidão,
no meio de tanta certeza sem solução,
no meio do tempo em que quero tocar
a alegria imensa de te poder abraçar.
No meio do mundo louco onde vivemos
e onde a esperança é algo que já não conhecemos,
encontrei-te, guardei-te e quiseste ficar...
no meio desta multidão eras apenas tu,
que queria e tinha que encontrar!
GI
domingo, 17 de abril de 2011
O MELHOR DE TI...
- porque quando vais
o meu coração sufoca,
as minhas mãos deixam de tocar,
e o mundo pára de girar...
e a alma chama por ti,
e a vida não faz sentido,
o corpo deixa de reagir,
e a mente pensa em tudo
o que não é permitido.
porque quando estás,
o coração bate sem perceber,
as mãos não entendem o esperar,
e o mundo é o melhor lugar...
e a alma não se esconde,
e a vida simplesmente sorri,
o corpo embala o teu,
e a mente só recorda o quanto esperei por ti.
porque quando sei que vens
o meu coração é grande,
as mãos nem se conseguem encontrar,
o mundo gira mas, comigo a querer parar...
e a alma sabe que tudo vem,
e a vida brilha com esse amor,
o corpo não sossega
e a mente ultrapassa, em ilusão, qualquer meta,
e o meu olhar brilha na sensação
que me traz o teu calor!
GI
terça-feira, 5 de abril de 2011
erro
sou o erro de há tantos anos atrás,
sou erva daninha que cresceu,
tornou-se flor mas murcha
com tudo o que a vida trás.
sou o erro sem volta,
por vezes paro de respirar,
sufocada de sonhos
sei que não se nota,
mas não consigo parar de chorar.
sou o erro que não se apaga
fiquei esquecida pelo caminho,
disfarço o tempo que não para
e percorro o sonho sem destino!
GI
domingo, 27 de março de 2011
POEMA
deixa-me ficar,
perdida na estrada
sem rumo sem nada,
só quero chorar.
deixa-me na ignorância
quando o que mais quero é presença,
é esta a minha vida sem crença,
permanecer na distância.
e o mar transborda o que sinto,
enche de solidão,
esvazia sem a tua mão,
não posso querer a tua ausência, não o permito.
e amar é assim,
querer o que não é meu,
maldita esperança que cresceu
mas não quero prender-te aqui...
GI
sexta-feira, 11 de março de 2011
porque preciso de ti...
preciso de ti na minha vida
para me sentir importante,
para darmos as mãos em cada descida
para iluminarmos o dia, quando o sol está distante.
preciso de ti porque o meu coração pede,
na ternura de um gesto guardado,
o que não vale a pena tudo se esquece,
sabes que estarei sempre do teu lado.
preciso de ti por um momento,
por um dia, pela vida inteira,
voltei a saber o que é um sentimento,
porque dele já nem tinha ideia.
preciso de ti no abraço que te dou,
na manhã que acordo a me lembrar,
que o teu carinho imenso despertou,
tudo aquilo que já não sabia amar!
GI
ps: poema para a minha tia :) adoro-te
terça-feira, 8 de março de 2011
poema : o meu fado...
deixem-me seguir o meu fado,
com um sorriso gelado
e a mão no coração,
nesta vida que nos custa a alma,
quando o resto do mundo está muito ocupado,
resta somente a solidão.
deixem-me respeitar o meu fado,
seguir como se nada fizesse sentido,
só assim encontraria um espaço
onde o amor não se sentiria despido.
deixem-me amar como se não houvesse amanhã
iludir-me sem medo de me perder,
encontrar um rumo sem o procurar,
manter um amor sem o deixar morrer...
GI
terça-feira, 1 de março de 2011
continuar...
quem disse que quero chorar?
sou mais corajosa do que aparento.
quem disse que não consigo continuar,
é porque nunca me viu a contrariar
a direcção do vento.
quem disse que tenho de seguir sem sofrer
é porque nunca viveu,
sei continuar apesar de perder.
quem disse que apesar de prosseguir
impeço o coração de sofrer?
se é inevitável não conseguir esquecer...
GI
sábado, 19 de fevereiro de 2011
POEMA
estou vazia,
o meu mundo está preso em palavras,
chega um momento na vida
em que soltas a rebeldia,
e então dizes tudo o que calavas.
estou perdida,
esqueci o rumo,
enganei-me na estrada;
os meus passos não me levam a uma saída
mas, não sou eu que estou errada.
estou ciente de quem sou,
agora mais forte,
sei viver sem mim;
o caminho em nada mudou,
eu apenas me perdi...
GI
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
POEMA : " FOLHA RASGADA "
decidi cair sem qualquer escolha,
e erguer o mundo na ponta da caneta,
decidi ser , na poesia, a folha,
e a minha alma uma corrida sem meta.
as palavras, meu eterno refúgio,
sabor a sentir,
os nadas são o meu repúdio,
os segundos o tempo a persistir.
no silêncio ouço a minha voz
gasta de tanto calar,
presa no grito de pertencer
a tudo o que me pode rasgar.
e hoje folha sem alma,
grito a dor de fingir...
que me rasgam e deitam fora,
porque a minha poesia os permitiu sentir.
GI
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
CORAÇÃO EM DESASSOSSEGO
- tenho as mãos cheias de nadas
e o coração num desassossego,
sigo as minhas pernas cansadas,
limito-me a imaginar aonde não chego.
tenho as recordações desfeitas,
o olhar sem qualquer direcção,
memórias que eram demasiado perfeitas
e agora não passam de uma desilusão.
tenho o rosto contido, sem sorriso,
escondidas as minhas liberdades,
só acredito quando preciso;
já não me baseio em verdades.
tenho a vida toda do avesso,
o pensamento já nem assimila,
quando recordo, logo esqueço,
não sou mais que uma pessoa escondida.
tenho a alma ferida e insignificante,
um caminho longo a percorrer,
sei de um oásis demasiado distante,
para que possa chegar rápido; nem a correr.
tenho os braços distantes,
as alegrias por superar,
tenho vidas, na minha vida, tão importantes,
que me fazem escrever quando insistem em me magoar...
GI
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