quarta-feira, 31 de agosto de 2011

poema

não se deixem iludir
pela aparência rude e altiva,
porque eu sou feita de papel
que se desfaz a uma palavra infiél,
e que se rasga perante uma voz negativa.
palavras deslizam com fúria,
sou fria e fácil de marcar,
não me dobrem a fim de me impingir
formas que a minha mente jamais vai seguir,
somente o meu coração me pode guiar.
não me escrevam em vão,
não rabisquem se não entendem
que a matéria também chora,
não me guardem para conservar,
pois eu nasci para aceitar,
que um dia algumas mãos me deitarão fora!
GI

1 comentário:

Misé Simas disse...

Gostei muito, Gi. Parabéns. Bela cadeia de ideias.